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Originais indígenas contam a história de um povo em busca da vida

Em texto traduzido por Roberto Romero para o português e nunca publicado antes, Isael e Sueli Maxakali, mostram que apesar da violência e perseguição, esse povo preservou a diversidade dos seres animais e vegetais da Mata Atlântica, registrada em cantos, histórias e rituais.

KÕNÃG KOX ME MÕG: SEGUIR O CAMINHO DO RIO

 

A saga de um povo em busca de água e terra

 
Isael Maxakali e Sueli Maxakali | Edição 181, Outubro 2021
 

No final de junho de 2020, mais de cem famílias do povo Tikmũ’ũn, mais conhecido como Maxakali, deixaram a Reserva Indígena Hãm Yĩxux, no município de Ladainha (MG), e se mudaram para uma fazenda arrendada na mesma cidade pela prefeitura local. No auge da pandemia de Covid-19, os Tikmũ’ũn enfrentavam enormes dificuldades na reserva: tinham pouco acesso à água potável e viviam na iminência da deflagração de conflitos internos da própria comunidade, acirrados por um esquema de exploração de cartões de benefícios sociais e pelo crescente assédio de missionários evangélicos. A permanência deles no local tornou-se insustentável.

Sueli e Isael Maxakali

Seis meses depois, no início de 2021, as cem famílias se viram novamente em apuros. A nova gestão à frente da Prefeitura de Ladainha, que arrendara o terreno onde haviam se instalado, recusou-se a renovar o contrato. Além disso, um laudo do Corpo de Bombeiros revelou que o local, por situar-se abaixo de uma pequena central hidrelétrica com graves problemas estruturais, era uma área de risco. Desamparadas, as lideranças Tikmũ’ũn saíram em busca de um novo território. Acabaram ludibriados por um casal de estelionatários que lhes arrendou um pequeno sítio na região com promessa de venda. Tão logo se mudaram para o novo terreno, as famílias foram surpreendidas com um pedido de reintegração de posse movido pelo atual proprietário, que alega ter sido vítima de maus-tratos pelo mesmo casal que negociou o terreno de forma ilegal.

Depois de mais de sete meses vivendo naquela propriedade, as cem famílias foram informadas pela Secretaria de Patrimônio da União (SPU) sobre uma terra federal no município de Teófilo Otoni – a Fazenda Itamunheque. As lideranças Tikmũ’ũn, depois de sucessivas visitas ao local, decidiram ocupar o terreno, que está atualmente cedido para o Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG). No momento, cerca de trezentas pessoas, entre gestantes, crianças e idosos do povo Tikmũ’ũn, encontram-se na propriedade, aguardando a possibilidade de que a União lhes ceda o usufruto da área. Se conseguirem, os Tikmũ’ũn planejam instalar no local a Aldeia-­Escola-Floresta, um espaço de preservação ambiental e fortalecimento da sua cultura tradicional.

A saga do povo Tikmũ’ũn é uma ilustração dramática das consequências do “marco temporal”, tema que está em discussão no Supremo Tribunal Federal. Nos termos dessa tese, os povos indígenas só têm direito à demarcação das terras que ocupavam na data da promulgação da Constituição – ou seja, 5 de outubro de 1988. E se estivessem ocupando outras terras naquele momento, mesmo que tivessem sido expulsos de sua região original, não teriam direito de voltar. O marco temporal, na prática, anistia a invasão das terras indígenas e fere o artigo 231 da Constituição, que considera imprescritíveis os direitos dos povos originários às suas terras. Mas a decisão final sobre a validade ou não dessa tese caberá ao STF.

Habitantes milenares das matas dos Vales do Mucuri, Jequitinhonha, Pardo, Jucuruçu e São Mateus, os Tikmũ’ũn, entre tantos outros povos indígenas, foram expulsos de seu território tradicional durante séculos de invasões e de um implacável processo de dizimação. Hoje, os Tikmũ’ũn são cerca de 2,4 mil e vivem em quatro territórios nos municípios mineiros de Santa Helena de Minas, Bertópolis, Teófilo Otoni e Ladainha. Ao todo, suas terras homologadas somam apenas 6 190 hectares, um dos menores territórios indígenas demarcados em todo o Brasil. Além disso, quando essas áreas foram demarcadas, já se encontravam totalmente degradadas, convertidas num deserto de capim-colonião, resultado de décadas de invasão por criadores de gado e pelo esbulho praticado por antigos funcionários dos órgãos indigenistas. A aprovação do marco temporal poderá enterrar de vez a possibilidade de os Tikmũ’ũn recuperarem a parcela do seu território tradicional que nunca foi demarcada.

No texto a seguir, que traduzi para o português e nunca foi publicado antes, os professores, artistas e cineastas Isael e Sueli Maxakali, duas das principais lideranças da Aldeia-Escola-Floresta, mostram que, apesar da violência e da perseguição, esse povo conseguiu preservar em seus corpos e em sua memória a diversidade dos seres animais e vegetais da Mata Atlântica, registrada em cantos, histórias e rituais. Os Tikmũ’ũn preservaram, inclusive, seu idioma originário, a última língua da família maxakali falada nos dias atuais. Elaborado durante o Seres-Rios Festival Fluvial, realizado pelo BDMG Cultural em agosto, o texto explica a importância do rio e das águas para o bem viver dos Tikmũ’ũn, que desde o tempo de seus ancestrais seguem sempre o caminho dos rios – e hoje lutam pelo direito de continuar seguindo.

ROBERTO ROMERO

TEXTO TRADUZIDO

Logo em seguida, o texto original

Antigamente, há muito tempo, passavam rios grandes aqui no Vale do Mucuri, onde os antigos Tikmũ’ũn viviam.

A mata era grande e as nascentes eram vivas. As águas brotavam e vinham descendo de um lado e do outro até chegarem aos rios e seguirem em direção ao mar.

Antigamente, os nossos antigos não faziam casas de cimento. Faziam suas casas de madeira e folhas de palmeira e, depois que os bichos acabavam e os peixes acabavam, eles se mudavam. Seguiam o caminho dos rios e viviam bem perto das águas até se mudarem de novo, sempre seguindo o caminho dos rios. Os Tikmũ’ũn sempre seguiram o caminho dos rios!

Nós gostamos muito do rio! Quando as mães ganham seus filhos e eles crescem um pouco, eles só querem saber de água e banho! As crianças cantam e imitam os bichos no rio. Imitam peixes, jacarés. Cantam os cantos dos jacarés, dos peixes e das pererecas.

O rio é uma escola pra nós. A mata também é nossa escola.

Por isso gostamos tanto de água. Pois é ela que nos fortalece! Quando bebemos água, ficamos vivos. É bom beber água limpa.

Antigamente tinha muito peixe por aqui!

Tinha payoknãg (tabuatá), takxẽn – aquele que parece cobra e os brancos chamam de “peixe-cobra”. Tinha kunix xẽ’ẽnãg, que as crianças comem, que é um tipo de bagre, mas verdadeiro, não tem a casca tão dura, não. Tinha kumex (cascudo) também e xotũy, que eu não sei nomear na língua dos brancos. Ele é pequeninho, não tem espinha, parece traíra. Tem também mãmpata, que os brancos chamam de “piaba”. Tem mãmyonãg, aquele que usam pra fazer sardinha enlatada, e tem também kanaxat, kuxxamuk e o mãm xẽ’ẽnãg, aquele bem pequeno e branquinho. E tem também o kokex, “peixe-cachorro”. Antigamente, chamava mãmninãg, mas hoje os Tikmũ’ũn chamam de “cachorro”, porque ele faz um som igual cachorro, assim hmmmm hmmmmm, quando a gente tira pra fora d’água. Parece um pouco com o bagre, mas é menor e muito bravo. Quando você pega, ele fica bravo igual cachorro. Por isso os Tikmũ’ũn chamaram de kokex (cachorro).

Antigamente, havia os donos dos peixes. O nome deles era Kotxekanix.[1] Se você pedisse para um Kotxekanix, ele mandava muitos peixes para você tirar com anzol ou rede de pesca.

Se você quisesse matar peixes, sem pedir aos Kotxekanix, não conseguia.

Eram muitos os nossos rios por onde passavam e cantavam os Kotxekanix. Foram eles que ensinaram os cantos do Xũnĩm (morcego-espírito) para os nossos antigos. Ensinavam os cantos e traziam facões de dentro d’água, comida e anzóis também. Traziam muitas coisas, mas hoje em dia não existem mais. Os brancos derrubaram as matas e por isso as águas secaram. Mas Kotxekanix é nosso yãmĩyxop (espírito).

Tem canto dos Kotxekanix:

São dos Kotxekanix/As águas brilhantes do rio/Por onde passam brilhando
As águas brilhantes do rio/Por onde passam brilhando

Ha ha ha i i/Yak ha mia ii/Yaaa ii yak ha mia i
Yak ha ha ha ii/Yak ha ha ha ii ha aaa ii[2] 

São dos Kotxekanix/As águas brilhantes do rio/Por onde passam brilhando
As águas brilhantes do rio/Por onde passam brilhando

Ha aa i /Yak ha mi aiii/Haa ii/Yak ha e a ooo hooooo[3]  

Mas hoje em dia já não existem tantas nascentes. Muitas já secaram! Hoje ainda tem algum rio grande, mas está secando também.

Hoje, onde tem alguma nascente, ela fica escondida dentro da terra. Fica lá dentro.

Por isso os Kotxekanix fugiram e hoje acabaram. Mas eles são encantados, os Kotxekanix! Estão vivos!

Mas se a mata crescer e voltar a ser grande, a chuva vai cair e a água vai voltar a brotar, e então vai descer até o rio grande e seguir por lá…

Mas hoje não dá! Hoje, nós sentimos pena da mata e da terra. Hoje em dia, só faz calor. O capim está seco e nós estamos muito preocupados com as queimadas. Hoje, sentimos medo pela mata.

Volta e meia eu penso: “Oh! Minha mata vai queimar…”

Mas eu quero ajudar a mata e a terra com os nossos professores! Porque se a água secar, não teremos com o que preparar nossas comidas. Não teremos onde nos banhar. Os nossos espíritos yãmĩyxop não terão como lavar a cabeça das nossas crianças. É assim.

Se a mata queimar, também não haverá nossos remédios, aqueles remédios que só existem na mata e que os nossos pajés usam para nos alegrar[4] e nos fortalecer quando ficamos doentes.

Antigamente, quando a chuva vinha, ela caía, mas não era brava, não.

A chuva podia ser grande, mas não castigava os Tikmũ’ũn. A mata era grande e por isso a chuva ficava alegre. Não fazia mal para os Tikmũ’ũn! Mas hoje, quando a chuva vem, ela vem brava.

Faz muito calor. A fumaça das queimadas se mistura ao vento e encobre o céu, onde se misturam às nuvens.

Lá, se misturam à água da chuva e se transformam em pedras. Daí, quando vai chover, se transformam numa outra coisa que vem fazendo hooooo hoooooo.

A chuva é outra. Furiosa, ela vem com os ventos fortes. E quando os ventos vêm junto com a chuva, destroem muitas casas. Saem varrendo tudo! Mas antigamente não era assim, não!

Antes, a terra era fresquinha. A chuva caía e resfriava a terra e o céu também. Mas hoje a fumaça que sobe da terra esquenta tudo e quando sobe lá no alto ela se transforma em chuva e volta muito brava, castigando a gente. Antigamente, podia chover muito, mas a chuva não castigava os Tikmũ’ũn, não.

Hoje em dia os brancos estragaram muito as águas. Foram os brancos que estragaram construindo suas cidades e sujando as águas através dos canos que trouxeram para fazerem seus banheiros. Por isso os peixes estão muito doentes e a água suja que eles despejam nas águas contamina aqueles que vivem na beira dos rios, como nós, os indígenas e os quilombolas. E quando nós bebemos daquela água, ficamos gravemente doentes!

Doenças ruins estão nos contaminando. Mas antigamente não existiam essas doenças ruins!

Foram os brancos mesmo que fizeram essas doenças ruins.

Os brancos estragaram toda a terra. Hoje, a terra está doente, as águas estão doentes, o céu está doente e os ventos também.

Hoje já não tem mais tantos peixes. Só ficaram os nomes mesmo e os nossos cantos que registraram. Por isso não acabou! Os nomes ainda existem. Os peixes mesmo acabaram, os peixes de verdade. Mas os nossos cantos guardaram os nomes dos peixes. Assim como o nome de todos os bichos que vivem sobre a terra também, aqueles bichos grandes como as onças, as antas, os jacarés e as sucuris, que não existem mais. Só existem nos cantos que guardaram os seus nomes, entendem?

Mas antes eram muitos! Os antigos andavam matando bichos, e alguns bichos como as onças e as sucuris matavam os antigos também. Mas hoje não tem mais mata onde eles possam morar.

Os antigos sabiam fazer muitas coisas fortes, como jiquis e canoas. Sabiam fazer armadilhas, essas que ficam dentro d’água também.

Faziam armadilhas grandes e canoas também e seguiam pelos rios. Barravam a água dos rios e colocavam suas armadilhas de pesca ali. No dia seguinte, iam de canoa e pegavam os peixes e traziam para saciar sua fome de carne com os seus filhos. Os Tikmũ’ũn sabiam fazer canoas e os brancos viram e imitaram.

Eles perguntavam para os antigos: “Como vocês fazem?” Aí os antigos ensinaram pros brancos. Os brancos pegaram os trabalhos dos antigos.

Os antigos faziam jiqui, os brancos viram e pegaram pra fazer também e vender os peixes para outros brancos comerem. Essas coisas eram trabalhos dos antigos.

Os antigos também faziam cerâmica aqui no Vale do Mucuri.

As mulheres queimavam cerâmica e cozinhavam mandioca, batata, carne… Aí os brancos viram e imitaram também. Antigamente, as mulheres tiravam argila e traziam enrolada em peles de bicho. Traziam nas peles e depois molhavam a argila.

Os Tikmũ’ũn usavam argila de verdade, mas hoje os brancos fazem pó de argila.

Os brancos molham o pó de argila para fazer cerâmica. E hoje os brancos fazem bichos de cerâmica, como patos e galinhas, e pintam também. Mas antigamente os Tikmũ’ũn usavam para fazer caldeirões e cuias para comer. Os brancos hoje é que fazem imagens e pintam. Antigamente os antigos não pintavam a cerâmica, não.

Os brancos viram os antigos fazendo cerâmica e pensaram “é bom mesmo pra fazer telha! Vejam, os Tikmũ’ũn fazem cerâmica e não quebra, não!”, e assim fizeram suas casas para venderem mais caro. Mas os Tikmũ’ũn faziam cerâmica para poderem comer, não era para vender ou pra fazer tijolos. Os brancos só pensam em dinheiro!

Mas hoje, como derrubaram muita mata, a água é pouca e suja. Tem muito plástico dentro d’água também. As vacas fazem suas fezes, que correm para o rio, onde as nossas crianças se banham e bebem água. Por isso elas ficam doentes. Por isso não estamos bem hoje. Para nós, essas doenças que saem das fezes das vacas são muito ruins. Estamos sem mata também e por isso a água está secando e está cada vez mais suja.

Isael Maxakali

Nós não fazemos casa de cimento. Mas hoje em dia nós sentimos falta das nossas coisas verdadeiras, do babaçu, da taquara, das madeiras. Quando acabar mesmo, como faremos nossas casas? Nossas casas verdadeiras! Por isso sentimos falta da mata e da nossa terra, para podermos fazer nossas casas.

O rio para nós é dos espíritos yãmĩyxop. Mas hoje, para nós, está ruim. Para os nossos yãmĩyxop se banharem, e nossas crianças se banharem também.

Quando chegamos aqui, não tinha rio em Aldeia Verde[5] e os nossos yãmĩyxop se entristeceram. Mas aqui, onde viemos agora, passa um rio. Aqui, o Po’op (macaco-espírito) pode se banhar rio acima e as mulheres podem se banhar rio abaixo com eles.

Quando os Kotkuphi (mandioca-espírito) matarem algum macaco e se besuntarem com suas fezes e entrarem no rio para se banhar, as mulheres vão entrar para se banhar nas suas águas também. Mas hoje não tem mais tantos micos nem macacos para os Kotkuphi e os Po’op (macaco-espírito) matarem e se banharem com as suas fezes, junto das mulheres, para que elas se alegrem e não adoeçam.

Como não tinha água para os espíritos onde estávamos, nós nos dividimos e viemos pra cá, para as crianças terem onde se banhar e para podermos praticar as outras partes dos nossos rituais. Por isso, para nós, a água é muito boa!

Por isso estamos falando hoje, para o governo ficar sabendo e os juízes também.

Por isso hoje queremos uma terra para a mata poder voltar e as nascentes voltarem a brotar, no meio da mata.



A língua maxakali pertence ao tronco macro-jê, do qual derivam as principais línguas indígenas faladas no Brasil Central, e atualmente reúne 2,4 mil falantes, concentrados em um único recanto do mundo: o Vale do Mucuri, em Minas Gerais. Sua ortografia foi criada em meados dos anos 1960 por Harold e Frances Popovich, um casal de missionários do Summer Institute of Linguistics (SIL) que traduziu o Novo Testamento para o maxakali. Mais tarde, a língua escrita foi levemente ajustada pelos próprios maxakalis, que procuram manter um padrão único de escrita com base em regras fonológicas.

Segundo o linguista Carlo Sandro de Oliveira Campos, as vogais são parecidas com as do português e, quando sobrepostas por um til, ficam anasaladas – fala-se a como em pata e ã como em o como em mofo e õ como em bomba

Já a pronúncia das consoantes varia de acordo com a posição – se no início ou no final da sílaba – e conforme a vogal que a acompanha. Exemplo: m, quando no início da sílaba e antes de vogal oral, tem som de b como em bola. Assim a palavra kama (que significa também) lê-se “kaba”. Mas quando m aparece antes de vogal nasal pronuncia-se m mesmo, como em mão. O processo é semelhante no caso do n. Antes de vogal oral, tem som de d, como em dado. Assim,nak (que significa seco) pronuncia-se “dak”. Mas quando n aparece antes de vogal nasal, tem som de n mesmo, como em não

g equivale ao grafema gu em português, como água. O h soa como o som do r na palavra rampa. Os sons de p, k e t (antes das vogais a, e, o, u), no início da sílaba, equivalem ao mesmo som do português. O x corresponde ao som de tch, como tchau. O y, antes de vogal oral, equivale ao som de dj, em português, como em dinheiro, no dialeto mineiro. Assim a palavra ãyuhuk (que significa não indígena) pronuncia-se “ãdjurruk”. 

Quando as consoantes estão no final das sílabas, soam quase sempre como vogais. O t e o n equivalem aos sons de a, fazendo com quetappet (que significa papel) se fale “taopea” e mũn (que significa mesmo) se fale “mua”. Já x e y, no final das sílabas, correspondem ao som de i. Assim, kox (que significa buraco) se diz “koi” e hãmgãy (que significa onça) se fala “rãmgãi”. K, g, p e m correspondem à vogal u. Sílabas como kok, nõg, xop e nãm, por exemplo, são pronunciadas como “kou”, “nõu”, “tchou” e “nãu”. 


[1] Os Tikmũ’ũn também traduzem Kotxekanix como “caboclo-d’água”, personagem muito conhecido entre os moradores do Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais.

[2] Esse trecho é composto de vocalizações e, portanto, não tem tradução.

[3] Esse trecho também é composto de vocalizações.

[4] Na língua maxakali, hitupmãhã é literalmente “fazer alegre” ou “alegrar”, palavra que também se traduz como “curar”.

[5]  Aldeia Verde é o nome da reserva localizada em Ladainha.


Isael e Sueli Maxakali

 

Isael Maxakali

 
É professor, artista e cineasta indígena do povo Tikmũ’ũn, da região de Ladainha (MG)
 

Sueli Maxakali

É professora, artista e cineasta indígena do povo Tikmũ’ũn, da região de Ladainha (MG)


TEXTO ORIGINAL

Hõmã hãmhitap hã kõnãg kox xeka mõg nũte Vale do Mucuri yõg ha pip Tikmũ’ũn ũgmũg xape xop hitap ta tu.

Xi mĩmãti xeka pip yĩ kõnãg xupup kox nãg xop hi ũhi hu nũn topa nũn xi nũ pe nõy nũn hu nũy hu kõnãg kox tu mõxakux ta kõnãg xeka mõg.

Mõnãyxop ũgmũ ã te ximẽn hã pet ah hãmhitap hã mõnãyxop yã kopak xux hã pet xi mĩm hã pet nũy mõ nũy xuxap yã pip ax pu xokxop tu nõg xi mãm tu nõg puxi homi mõ yã kõnãg mõg me mõg kõnãg kox hã yã mõg ax nũy yĩka pi kõnãg yĩka nãg nũy hõmã hã xe yã mõg nũy xe yã kõnãg kox. Yã kõnãg mũn mõg me mõg nũy yã ũkox tu tu pip ha mõg kõnãg kox ha mõg Tikmũ’ũn. 

Kõnãg kox yã ũgmũ ã teptup tãmnãg! Kakxop ũput ax ũtut te pu tu tuk nũy ta yã kõnãg mũn pe tu pa xex. Tatxok. Kutex mĩy kõnãg kox tu. Xokxop yĩkox yã kõnãg kox tu. Mãm yĩkox yã kõnãg kox tu. Mã’ãy yĩkox yã kõnãg kox tu. Mã’ãy kutex ax mĩy. Mãm kutex ax mĩy. Mãmã xop kutex ax mĩy. 

Kõnãg kox yã tappet mĩy ax ũgmũ ã. Tappet mĩy ax xohi yã mĩmãti yã tappet mĩy ax ũgmũg yõg kama. 

Nõm tu ũgmũg teptup pax kõnã’ãg. Nõm te ũgmũg ka’ogãhã puxi ũgmũg xo’op hu hi hã pihi. Kõnãg mai xo’op ũ mai. 

Xi hõmã mãm punethok nũte! 

Ũ pip hõmã payok nãg xi pip takxẽn nõm te kãyã putuk, ãyuhuk te “peixe-cobra” kaxĩy xi pip kunix xẽ’ẽnãg kakxop xit ax igã “bagre” nõy pãyã xẽ’ẽnãg ap kox ka’ok ah xi pip kumex kama xi xotũy ãyuhuk yĩy ax hã a ã tep yũmũg ah ũ kutĩynãg a xãm ah yã kutĩynãg mãhãm payoknãg putuk nãg xi pip mãm pata yũmũg? Pa ãyuhuk yĩy ax hã piau mãm pata. Ha nõy mãmyonãg pip. Mãmyonãg nõm hã tu mãm tat mĩy, nõm hã te “sardinha” mĩy mãmyonãg xuxet ax. Xi yã nõy pip mãm yãy koxuk kanaxat xi kuxamuk xi mãm xẽ’ẽnãg nõm kutĩynãg nõm ponok nãg xi ũ pip kokex. Hõmã hãmhitap yõg xuxet ax mãmninã ta hõnhã Tikmũ’ũn te kokex ha huuuum huuuum “bagre” putuk nãg pãyã kutĩynãg pãyã gãy nãm ũput ax xa te puxi tu gãy kokex putuk ha Tikmũ’ũn te “kokex” hõmã. 

Hãmhitap hã ha xuyã xip mãhãm xuxet ax Kotxekanix. Hamũn ta tu xax Kotxekanix hã peni nũy ã mãm ũm tigã puxi Kotxekanix mãm xat yã xa te xupemã’ax koxãm hã okpe tut hã. 

Ha putex xa te Kotxekanix nõ peni oknãg ap xuk putup ah mãhãm. 

Yã xohi ũgmũg yõg kõnãg kox pu ha kutegãhã Kotxekanix yĩ ta nũn hãmũn te xũnĩm kutex yũmũgãhã Kotxekanix te. Ha kutegãhã nũy ta nũn nũy ta mĩkax pop nũn yã kõnãg kopa xi ãmmuk xi kõxãm yã hãmxomã’ax xohi popnũn yã Tikmũ’ũn pu ha ã te xuktux pãyã hõnhã Kotxekanix ũ nõg a pip ah hõnhã. Ãyuhuk xop te mĩmãti xak nãm ha nak kõnã’ãg puxi xupup kox a kama nak kõnãg kox xeka. Pãyã Kotxekanix yãgmũ yõg yãmĩyxop.

Ha pip kutex Kotxekanix xop yõg

Kotxekanix mũn yõg/Kuk yãnãm xex/Mõ yãnãm nãmi
Kuk yãnãm xex/Mõ yãnãm nãmi 

Ha ha ha i i/Yak ha mia ii/Yaaa ii yak ha mia i
Yak ha ha ha ii/Yak ha ha ha ii ha aaa ii 

Kotxekanix mũn yõg/Kuk yãnãm xex/Mõ yãnãm nãmi 

Kuk yãnãm xex/Mõ yãnãm nãmi 

Ha aa i /Yak ha mi aiii/Haa ii/Yak ha e a ooo hooooo  

Ha ta hõnhã a pip ah kõnãg xupup kox nãg. Ũnak nãm! Yã xohi nak yã! Hõnhã yã kõnãg kox xeka mũn mãm pãyã nak kõnãg kox. 

Kõnã’ãg xupup kox nãg mõxip ax pãyã yãy xaptop ax hãm kopa. Mõ yũm ax hãm kopa. 

Ha Kotxekanix xop ũnũpaha puxi nõg. Ha yã yãy xãmẽãh hok ah Kotxekanix. Yã hi! 

Pãyã mĩmãti tuk ax nũy tu xeka mĩmãti pu tex ã ti puxi putpu ãpep kõnã’ãg. Nũy ta tohop nũy mõ nũy kõnãg kox xeka tu nũha nũy ta mõ. 

Ta hõnhã ap na ah! Kuxa ka ũgmũ ã te mĩmãti xi hãhãm. Hõnhã hãm puk pax ka’ok mũn pip. Hõnhã xui mũn nak nãg ta tuk tuknõg xeka hãm puk hã. Nõ kutuk ũgmũ ã te mimãti hõnhã. 

Ũpe ã pa xex ã te ãyõg mĩmãti pa tu puk hõnhã…

Pãyã ã te nõ yõnah putup mĩmãti xi hãhãm tonopexot xop mũtix. Ka kõnãg tu nak puxi tephã Tikmũ’ũn te ãmmuk oknãg. Tephã tatxok ok nãg. Tephã yãmĩyxop kakxop putox pix oknãg. Kaxĩy.

Xi pip putup ah ũgmũg yõg hẽmẽn mĩmãti puk yĩ nõm te Tikmũ’ũn pakut hitupmãhã payexop te nũy mõy mĩmãti kopa hẽmẽn ta nõ Tikmũ’ũn pakut hitupmãhã hu nõ yãy ka’ok gã nã mõ. 

Hõmã hãmhitap hã tehex ũnũn ax tehex ũti ax pãyã tehex ap gãy putup ah! 

Tehex yã xeka ax pãyã ap Tikmũ’ũn yãy kux nõn putup ah. A mĩmãti xeka hok ah ha hitup tehex. Ap Tikmũ’ũn yãy kux nõn putup ah. Ha ta hõnhã tehex ũnũn ax pãyã gãy nã nũn ax. 

Hãm puk pax ka’ok. Kugõy te hãmpuk gõy te ãmmu’u mũtix yãy kotinãhã xi pekox xax tap xop hãmgõy xeka xop mũtix yãy kotinãhã.

Xi tex xop nãg xop yãy kotinãhã hu yãy hã mĩkax xap mĩy pu mõy tu ti putup tehex nũy ta yãy mĩy nũy tu tinã nũy ta mõ tup xut hooooo hoooooo. 

Tup mõxut tehex. Ũgãy ax tehex, pãyã ũnũn ax ãmmu’u ka’ok mũtix. Xi tex mũtix nũn ax ãmmu’u nũy yã mĩmtut kõyõy. Mĩmtut xit ax. Ta hõmã ap te kaxĩy ah! 

Yã kama hãhãm ũ xuxu… Yĩ kama yã hamũn mõxaha hãhãm hu ta yã xuxu yã pekox tu xuxu. Ta hõnhã hãhãm gõy mõxaha puk pax ka’ok hu mõg hu pepi mõg nũy mõ yãy mĩy nũy yãy hã tehex nũy ta tu gãy nã nũ putpu. Yũmũg yãy kux nõn! Ta hõmã yã xeka ax tehex pãyã Tikmũ’ũn yãy kux nõn putup ah. 

Hõnhã ãyuhuk xop te ũ kumua kõnã’ãg. Ãyuhuk xop mũn te ũ kumut kõmẽn mĩy ax nũy ta igã ãyuhuk kõnãg xit xeka pop hu nõ mayẽt xit mĩy pu mõ nũy kõnãg nũnãy puxi mãm tu pakut kumuk nũy ta hep toho mõg ax puxi ãyuhuk xop tinãg xop, ũgmũg putuk xop, ãyuhuk mũnĩy xop ũhep xo’op xi kama Tikmũ’ũn pihi kopa nũy hep xo’op kama hu ta tu pakut kumuk yũmũg? 

Ũpakut kumuk te mũg ax. Ha ta hõmã hãmhitap hã a pip ah hãmpakut kumuk. 

Yã ãyuhuk mũn te mĩy hãmpakut kumuk. 

Ãyuhuk xohi te yã kumut hãm xeka yũmũg? Hõnhã hãhãm ũpakut, kõnãg ũpakut, pekox ũpakut, ãmmu’u ũpakut.

Ta hõnhã a pip ah mãm xohi. Ha yã xuxet ax mũn pip te kotinãhã pãyã yũmũg yõg kutex te nõ registra, yũmũg? Ap nõg ah! Uxuxet ax yã pip. Mãm mũn nõg, mãm xẽ’ẽnãg yũmũg? Pãyã yũmũg yõg kutex te nõ guardar mãm ãxet ax. Xi yã xokxop xohi hãm nak yõg nõ’õm xokxop xeka xop hãmgãy, ãmãxux, xoktut xi mã’ãy xeka a pip ah kãyãtut a pip ah yã kutex mũn te nõ guarda ũxuxet ax yũmũg? 

Ta hõmã yã punethok yã! Mõnãyxop yãy hi hu ta kix xi pẽnã xi mõnãyxop kix hãmgãy te, kãyãtut te mõnãyxop kix kama yĩ yãy pi kix. Ha ta hõnhã a pip ah mĩmãti pu pihi hamũn.

Ũpip mõnãyxop igã hãmxomã’ax ka’ok mĩy yũmũg manax mĩy yũmũg xi mĩmkox. Xi pãmãg mĩy yũmũg kõnãg yõg nõ’õm pãmãg xop. 

Pu hu manax xeka mĩy mõnãyxop te hu ta mõg hu nõm ta mĩmkox mĩy hu ta nõm mõg kõnãg kox ha mĩmkox hã hu mõg hu nõm kõnãg pak ax nũy ta nõm manax xeka. Hãmtup hã mĩmkox ha mõg nũy nã mõg nũy xox nũy mãm pop nũy ta nũ nũy muhuk kutok xop mũtix mã pu hã pip mõnãyxop mĩmkox mĩy yũmũg Tikmũ’ũn te yã mĩy yã pu ãyuhuk te pẽnãhã Tikmũ’ũn yõg mĩmkox tu ta ũyĩkox yãhã. 

Mõnãyxop yĩkopit tu ‘mĩy hã xĩy?’ Ha mõnãyxop te ũ yũmũgãhã ãyuhuk xop pu. Ha ãyuhuk xop te paha mõnãyxop yĩmpa’ax. 

Xi mõnãyxop te mĩy yũmũg manax ha ãyũhuk xop te pẽnãhã hu ũyõg paha hu mĩy hu nõ menex pu mãm pop hu mãhã ãyuhuk te. Nũxop yã mõnãyxop yĩmpa’ax.

Nai yã kama mõnãyxop te ũ mĩy nũte Vale do Mucuri tu. 

Ũn te ũmĩy pugãhã tu nõm kot kutet xi kõmĩy kutet xokyĩn kutet nãm. Ha ta ãyuhuk xop te pẽnãhã tu xet yĩkox yãhã. Hõmã hãmhitap hã Tikmũ’ũn te yã yĩn ax putõ’õy ũn te nũy pax mõg nũy hã pix xokxop xax hã yũmũg? Xokxop xax hã nũy xok hu ta patõnã kõnãg hã putõ’õy. 

Pu ha Tikmũ’ũn te yã ũ xẽ’ẽnãg mĩy ta hõnhã ãyuhuk te kõnõnãhã. 

Ãyuhuk te kõnõn patonã hu nõ mĩy nai. Xi yã hõnhã ãyuhuk te mĩy ax nũy nõ xokxop mĩy nũy hep hã xex nõm puxap mĩy ax xokakak xi xapup ta hõmã Tikmũ’ũn te nõ kanenam mũn mĩy, nai pet xax hu nõ xit. Ta hõnhã ãyuhuk te nõ hãmxop yãy koxuk mĩy hu ta hep ãxex. Ta hõmã mõnãyxop yõg a hep hã xex oknãg, yũmũg? 

Xi ãyuhuk te kama ũ pẽnãhã tu ta nũy mõ nõ hãmxax mĩy ehe kaxĩy ãyuhuk te “ũ mai ehe hu nõ hãmxax mĩy putõ’õy. Nã! Tikmũ’ũn te nai mĩy ap yãy koyõy ah tu nõ hãmxax mĩy putõ’õy nã Tikmũ’ũn te nai mĩy ap yãy koyõy ah tu nõ hãmxax mĩy yũmũg hu nõ pet mĩy hu nõ menex takat. Ta Tikmũ’ũn nai mĩy yã nõ xit pu a nõ menex pu ah hõmã hãmhitap. Xi nõ tiyot mĩy. Yã tayũmak mũn pe pa xex ãyuhuk xop. 

Pãyã hõnhã iga mĩmãti xanãm ha nõg kõnã’ãg ũkutĩynãg hõnhã xi hep kumuk iga tappet xop pip ũkopa. Mũnũy tut yõn yĩ hep topaha yĩ kakxop te nõ tatxok hu ta xo’op ta pakut. Ha ũgmũ ã ap mai ah. Ũgmũ ã ũ kumuk hãmpakut xut mũnũytut yõn hep te xi mĩmãti xop nõg kama ũgmũ ã xi kõnã’ãg nak hu kutĩynãg xi hep yãy igã.

Ãgmũg pet ah ximẽn hã. Pãyã hõnhã ũgmũ ã te ũxak yã yõg tãmnãg kopak xux, kutehet, mĩhĩm. Pu tu nõg tãmnãg ũgmũg tep hã pet? Ũgmũg pet xẽ’ẽnãg. Nũy nõ tu ũgmũn te xak mĩmãti, hãhãm pu yĩ mĩmãti pi yĩ ũgmũg nõ pet.  

Kõnãg kox ũgmũ ã yãmĩyxop yõg kõnãg kox ha ũgmũ ã hõnhã ũ kumuk ũgmũ ã. Ũgmũg yõg yãmĩyxop te nõ tatxok xi ũgmũg yõg kakxop te nõ tatxok kama. 

Ũgmũg nũn yĩ ha kõnãg kox oknãg Apne Yĩxux tu hagmũg nũn yĩha ũgmũg yõg kõnãg oknãg nũy yãmĩyxop yãg te yãg a pip ah. Pãyã nũha ũgmũg nũn yĩ nõmhã ũgmũg yõg pip pop te tatxok ax mãgpa pu ũn kopo tatxok. 

Pop kix ax Kotkuphi te nũy nũy nũ nũy ũyõn hã yãy muk nũy ta mõ nũy tatxok pu hep toho ũn nõ tatxok. Yã hõnhã a pip ah po’op xi pip ah koktix hamũn xop yõn hep topa ha Kotkuphi te tatxok xi Popxop te kix nũy nõ tatxok pu yõn hep toho pu nõ tatxok ũhũn hu tu hitup, hu tu pakut oknãg. 

Ũyõg kõnãg ok nãg hagmũg nũn nũhũ hãmũn pothi pu yĩ ũgmũg yõg kakxop nõ tatxok xi hãmxomã’ax kama ũgmũg yõg ũ nãg nõy ũgmũ ã kõnã’ãg yã mai xẽ’ẽnãg ũgmũ ã kõnã’ãg. 

Yã ta tu hãm ãgtux hõnhã pu Gohet xop ũ yũmũg ũgmũg xi Yoix xop. 

Pu ha hõnhã ũgmũn teptup hãhãm nũy put pu mĩmãti ãpep puxi kõnãg xupup kox nũn putpu ãpep mĩmãti kopa.

Legião Urbana • Maiores Sucessos • R$ 10,08 • Download Mp3

Coletânea de músicas da Legião Urbana, com Renato Russo nos vocais. São 18 músicas em Mp3 para download, por R$ 10,08 ♥ Eduardo e Monica • Angra dos Reis • Ainda é cedo • Tempo perdido • Será • Que país é esse • Pais e filhos • Quando o sol bater na janela • Teatro dos Vampiros • Meninos e Meninas • Índios • Eu sei • Há tempos

Nove partidos participarão do ato em 2 de outubro pelo impeachment de Bolsonaro

RBA • No Dia Internacional da Democracia, 15 de setembro, partidos de oposição se uniram para traçar diretrizes de mobilização pelo impeachment de Bolsonaro. Presidentes da Rede, PV, Cidadania, PSB, PT, PSOL, PCdoB, PDT e Solidariedade, se reuniram e confirmaram a data de 2 de outubro para a manifestação ‘Fora Bolsonaro’

Mentiras e exageros marcam discurso do presidente brasileiro na ONU

ESTADÃO • UOL • TWITTER ♦ Ele mentiu sobre a dimensão dos atos de 7 de setembro e sobre atividades do BNDES no exterior. Pelo terceiro ano consecutivo, o presidente divulgou dados falsos sobre meio ambiente e a Amazônia. Além disso, chegou a defender o chamado “tratamento precoce”, inócuo contra a covid-19.

Quanto usamos do cérebro e a neurociência sobre o mito dos 10%

BLOG FOLHA • Todos nós usamos 100% do cérebro. O sistema nervoso é muito custoso para o corpo do ponto de vista de gasto energético. Então não faria sentido usar somente 10% dele. Com uma pessoa que fica cega, por exemplo, na região do cérebro que antes processava informação visual, passa a ser usada para outro fim

O feminismo antirracista de Djamila ensinando ao povo como pegar a visão

ECOA UOL • Aos 41 anos, a filósofa, ativista e escritora Djamila Ribeiro, nascida em Santos (SP) é um dos principais nomes da luta contra o racismo no Brasil. Seus livros “Lugar de fala”, “Quem tem medo do feminismo negro?” e “Pequeno Manual Antirracista” venderam, juntos, mais de 500 mil exemplares no país

0 comentário em “Originais indígenas contam a história de um povo em busca da vida

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