11 - NOVEMBRO BLOG DIA HOJE MESES

20 de Novembro • Dia Hoje • Edição 2021

Dia da Consciência Negra, do Esteticista, do Biomédico e da Criança (Internacional) ♥ Aniversário de Edwin Hubble • Vicente Feola • Robert Kennedy • Luís Fernando Guimarães • Neusinha Brizola • Bo Derek • Digão • Cláudio Heinrich • William Maluco ♦ ÓBITOS • Zumbi dos Palmares • Liev Tolstói • Celso Furtado • Fábio Barreto

DESTAQUES DO DIA

♥ NASCIMENTOS • Edwin Hubble • Vicente Feola • Robert Kennedy • Luís Fernando Guimarães • Neusinha Brizola • Bo Derek • Sean Young • Digão • Cláudio Heinrich • William Maluco ♦ ÓBITOS • Zumbi dos Palmares • Liev Tolstói • Celso Furtado • Fábio Barreto

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FONTES

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CIDADES ANIVERSIANTES

• Anguera (BA)
• Auriflama (SP)
• Ponte Branca (MT)
 

Datas, fatos e os nascimentos mais importantes no Brasil e no Mundo, em todos os dias do ano, ilustrado com fotos e curiosidades.

FONTE ► WIKIPÉDIA

NASCIMENTOS


1986William • William Fernando da Silva, mais conhecido como William, ou William Maluco (pela torcida são- paulina), (São Paulo, 20 de novembro de 1986), é um futebolista brasileiro que atua como meio- campista. Atualmente joga pelo São Paulo.

Sua história de vida chama atenção pois, após ser um grande destaque na Copa São Paulo de Futebol Júnior de 2004, sendo considerado uma das principais promessas do Palmeiras, teve que interromper sua a carreira por dois anos por problemas no coração.[1]


EVENTOS HISTÓRICOS


FALECIMENTOS


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1695Zumbi dos Palmares • Zumbi, também conhecido como Zumbi dos Palmares (Serra da Barriga, 1655Serra Dois Irmãos, 20 de novembro de 1695), foi um líder quilombola brasileiro, o último dos líderes do Quilombo dos Palmares, o maior dos quilombos do período colonial. Zumbi nasceu na então Capitania de Pernambuco, em região hoje pertencente ao município de União dos Palmares, no estado de Alagoas.

“Zumbi é considerado um dos grandes líderes de nossa história. Símbolo da resistência e luta contra a escravidão, lutou pela liberdade de culto, religião e prática da cultura africana no Brasil Colonial. O dia de sua morte, 20 de novembro, é lembrado e comemorado em todo o território nacional como o Dia da Consciência Negra.”[10]

Etimologia

A palavra Zumbi ou Zambi, vem do termo zumbe, do idioma africano quimbundo, e significa fantasma, espectro, alma de pessoa falecida.[1]

Zumbi dos Palmares

O Quilombo dos Palmares, localizado na Capitania de Pernambuco, atual região de União dos Palmares, Alagoas, era uma comunidade, um reino formado por escravos negros que haviam escapado das fazendas, prisões e senzalas brasileiras. Ele ocupava uma área próxima ao tamanho de Portugal. Naquele momento sua população alcançava por volta de trinta mil pessoas.[3]

Zumbi nasceu na Serra da Barriga, Capitania de Pernambuco, atual União dos Palmares, Alagoas, livre, no ano de 1655, mas foi capturado e entregue ao padre missionário português Antônio Melo[4] quando tinha aproximadamente seis anos. Batizado ‘Francisco’, Zumbi recebeu os sacramentos, aprendeu português e latim, e ajudava diariamente na celebração da missa.

Polêmicas

Alguns autores levantam a possibilidade de que Zumbi não tenha sido o verdadeiro herói do Quilombo dos Palmares e sim Ganga-Zumba:

“Os escravos que se recusavam a fugir das fazendas e ir para os quilombos eram capturados e convertidos em cativos dos quilombos. A luta de Palmares não era contra a iniquidade desumanizadora da escravidão. Era apenas recusa da escravidão própria, mas não da escravidão alheia. As etnias de que procederam os escravos negros do Brasil praticavam e praticam a escravidão ainda hoje, na África. Não raro capturavam seus iguais para vendê-los aos traficantes. Ainda o fazem. Não faz muito tempo, os bantos, do mesmo grupo linguístico de que procede Zumbi, foram denunciados na ONU por escravizarem pigmeus nos Camarões”.[6]

De acordo com José Murilo de Carvalho, em “Cidadania no Brasil” (pág. 48), “os quilombos mantinham relações com a sociedade que os cercavam, e esta sociedade era escravista. No próprio quilombo dos Palmares havia escravos. Não existiam linhas geográficas separando a escravidão da liberdade”.

Segundo alguns estudiosos Ganga Zumba teria sido assassinado, e os negros de Palmares elevaram Zumbi a categoria de chefe:

“Depois de feitas as pazes em 1678, os negros mataram o rei Ganga-Zumba, envenenando-o, e Zumbi assumiu o governo e o comando-em-chefe do Quilombo.”[7]

Seu governo também teria sido caracterizado pelo despotismo:

De acordo com Edison Carneiro, em O Quilombo dos Palmares, Ed. Civilização Brasileira, “Nina Rodrigues esclarece que nos Palmares havia ‘um governo central despótico’ semelhante aos da África na ocasião”, e complementa: “Se algum escravo fugia dos Palmares, eram enviados negros no seu encalço e, se capturado, era executado pela severa justiça do quilombo.”[8][9]

Escravidão no Quilombo dos Palmares

Apesar de ser vista por alguns movimentos e setores da sociedade como representantes da resistência à escravidão, muitos quilombos contavam com a escravidão internamente. Esta prática levou vários teóricos a interpretarem a prática dos quilombos como um conservadorismo africano, que mantinha as diversas classes sociais existentes na África, incluindo reis, generais e escravos.[11]

Autores apontam a existência de uma escravidão até mesmo predatória por parte dos habitantes de Palmares, que realizavam incursões nos territórios vizinhos, de onde traziam à força indivíduos para trabalharem como escravos em suas plantações, desenvolvendo assim uma espécie de “escravismo dentro da própria ‘república’.”[12][13] Escravos que se recusavam a fugir das fazendas e ir para os quilombos também eram capturados e convertidos em cativos dos quilombolas.[14]

De acordo com Ronaldo Vainfas, professor da Universidade Federal Fluminense e autor do “Dicionário do Brasil Colonial”, “É uma mistificação dizer que havia igualdade em Palmares”, afirma o historiador. Ele ainda diz que Zumbi e os grandes generais do quilombo lutavam contra a escravidão de si próprios, mas também possuíam escravos. No século XVII, época em que os ideais de liberdade e igualdade ainda não haviam sido consolidados na Europa, não seria possível que, entre os negros, tais conceitos fossem a força e ideal da formação dos quilombos e das atividades de Zumbi.[15]

E ainda completa: Após os árabes conquistarem o norte africano, os próprios negros vendiam negros nas caravanas que cortavam o Saara. E ainda outros autores dizem: “Zumbi não tinha pretensões de libertar os escravos – maior mercadoria da África – e mantinha os costumes ali vigentes pelos quais algumas etnias escravizavam os seus inimigos.”[9]

Para Décio Freitas, autor do livro Palmares – A Guerra dos Escravos, ao qual foi o primeiro trabalho capaz de apresentar dados concretos sobre a identidade do líder negro Zumbi e a formação social de Palmares, em entrevista para a “Folha de S. Paulo”, confessou que depois das pesquisas, ele tem hoje uma visão diferente do líder negro Zumbi. ‘Acho que, se ele tivesse sido menos radical e mais diplomático, como foi seu tio Ganga-Zumba, teria possivelmente alterado os rumos da escravidão no Brasil.’[16]

Para outros autores, no entanto, a escravidão nos quilombos em nada se assemelharia à escravidão dos brancos sobre os negros, sendo os escravos considerados como membros das casas dos senhores, aos quais deviam obediência e respeito.[17] Semelhante à escravidão entre brancos, comum na Europa na Alta Idade Média.[18] Para estes autores, a prática da escravidão teria dupla finalidade: [17] aculturar os escravos recém-libertos às práticas do quilombos, que consistiam em trabalho árduo para a subsistência da comunidade, já que muitos dos escravos libertos achavam que não teriam mais que trabalhar, e diferenciar os ex-escravos que chegavam aos quilombos pelos próprios meios (escravos fugidos, que se arriscavam até encontrar um quilombo. Sendo, neste trajeto, perseguidos por animais selvagens e pelos antigos senhores, e ainda, correndo o risco de serem capturados por outros escravistas), daqueles trazidos por incursões de resgates (escravos libertados por quilombolas que iam às fazendas e vilas para libertar escravos).

Cronologia

  • Por volta de 1580: negros fugidos do trabalho escravo nos engenhos de açúcar das capitanias de Pernambuco e Bahia no Brasil fundam, na Serra da Barriga, o Quilombo dos Palmares. A população de Palmares em pouco tempo já contava com mais de 3 mil habitantes. As principais funções dos quilombos eram a subsistência e a proteção dos seus habitantes, e eram constantemente atacados por exércitos e milícias.
  • 1630: Começam as invasões holandesas em Pernambuco, o que desorganiza a produção açucareira e facilita as fugas dos escravos. Em 1644, houve uma grande tentativa holandesa de aniquilar o Quilombo de Palmares que, como nas investidas portuguesas anteriores, foi repelida pelas defesas dos quilombolas.
  • 1654: Os holandeses deixam o nordeste brasileiro.
  • 1655: Nasce Zumbi, num dos mocambos de Palmares.
  • 1670: Ganga Zumba, filho da Princesa Aquatune e tio de Zumbi, assume a chefia do quilombo, então com mais de trinta mil habitantes.
  • 1675: Na luta contra os soldados portugueses comandados pelo Sargento-mor Manuel Lopes, Zumbi revela-se grande guerreiro e organizador militar. Neste ano, a tropa portuguesa comandada pelo Sargento-mor Manuel Lopes, depois de uma batalha sangrenta, ocupa um mocambo com mais de mil choupanas. Depois de uma retirada de cinco meses, os negros contra-atacam, entre eles Zumbi com apenas vinte anos de idade, e após um combate feroz, Manuel Lopes é obrigado a se retirar para Recife. Palmares se estendia então da margem esquerda do São Francisco até o Cabo de Santo Agostinho e tinha mais de duzentos quilômetros de extensão, era uma república com uma rede de onze mocambos, que se assemelhavam as cidades muradas medievais da Europa, mas no lugar das pedras havia paliçadas de madeira. O principal mocambo, o que foi fundado pelo primeiro grupo de escravos foragidos, ficava na Serra da Barriga e levava o nome de Cerca do Macaco. Duas ruas espaçosas com umas 1500 choupanas e uns oito mil habitantes. Amaro, outro mocambo, tem 5 mil. E há outros, como Sucupira, Tabocas, Zumbi, Osenga, Acotirene, Danbrapanga, Sabalangá, Andalaquituche.
  • 1678: A Pedro de Almeida, governador da capitania de Pernambuco, mais interessava a submissão do que a destruição de Palmares, após inúmeros ataques com a destruição e incêndios de mocambos, eles eram reconstruídos, e passou a ser economicamente desinteressante, os habitantes dos mocambos faziam esteiras, vassouras, chapéus, cestos e leques com a palha das palmeiras. E extraiam óleo da noz de palma, as vestimentas eram feitas das cascas de algumas árvores, produziam manteiga de coco, plantavam milho, mandioca, legumes, feijão e cana e comercializavam seus produtos com pequenas povoações vizinhas, de brancos e mestiços. Sendo assim o governador propôs ao chefe Ganga Zumba a paz e a alforria para todos os quilombolas de Palmares. Ganga Zumba aceita, mas Zumbi é contra, não admite que uns negros sejam libertos e outros continuem escravos. Além do mais eles tinham suas próprias Leis e Crenças e teriam que abrir mão de sua cultura.
  • 1680: Zumbi assume o lugar de Ganga Zumba em Palmares e comanda a resistência contra as tropas portuguesas. Ganga Zumba morre assassinado com veneno.
  • 1694: Domingos Jorge Velho e Bernardo Vieira de Melo comandam o ataque final contra a Cerca do Macaco, principal mocambo de Palmares e onde Zumbi nasceu, cercada com três paliçadas cada uma defendida por mais de 200 homens armados, após 94 anos de resistência, sucumbiu ao exército português, e embora ferido, Zumbi consegue fugir.
  • 1695, 20 de Novembro: Zumbi, então aos 40 anos, foi traído e denunciado por um antigo companheiro (Antonio Soares). Localizado pelo capitão Furtado de Mendonça, foi preso e morto, e sua cabeça foi cortada, salgada e levada ao governador Melo e Castro.[19] Ainda no mesmo ano, D. Pedro II de Portugal premia com cinquenta mil réis o capitão Furtado de Mendonça por “haver morto e cortado a cabeça do negro dos Palmares do Zumbi”.[20]

Tributo

Em 1995, a data de sua morte foi adotada como o dia da Consciência Negra. Em 2003 foi incluída no calendário nacional escolar, e em 2011 a Lei nº 12 519 instituiu oficialmente o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra, data comemorada em 832 dos 5 570 municípios brasileiros, portanto em menos de 15% dos municípios.[21][22] O dia tem um significado especial para os negros brasileiros que reverenciam Zumbi como o herói que lutou pela liberdade e como um símbolo de liberdade. A data também consta do calendário de santos da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil. [23]

Hilda Dias dos Santos incentivou a criação do Memorial Zumbi dos Palmares.

Várias referências nas artes fazem tributo a seu nome:

Ver também

Referências

    1. Dicionário Kimbundu/Português (ligação inativa)
    2. a b «Afro-descendente recebe medalha». UOL.com.br. Consultado em 7 de março de 2015
    3. Cronologia do Quilombo dos Palmares
    4. Erro de citação: Etiqueta <ref> inválida; não foi fornecido texto para as refs de nome Nova_Escola
    5. Gomes, Laurentino (26 de julho de 2019). Escravidão – Vol. 1: Do primeiro leilão de cativos em Portugal até a morte de Zumbi dos Palmares. [S.l.]: Globo Livros. p. 420
    6. Martins, José de Souza. Divisões Perigosas, p. 99
    7. Carneiro, Edison. O Quilombo dos Palmares, Editora Civilização Brasileira, 3a ed., Rio, 1966, p. 35
    8. Carneiro, Edison. O Quilombo dos Palmares, Editora Civilização Brasileira, 3a ed., Rio, 1966, p. 4
    9. a b Barretto, Nelson Ramos (27 de novembro de 2013). «Quilombo dos Palmares e a falsidade da Consciência Negra». Instituto Plinio Corrêa de Oliveira. Consultado em 20 de novembro de 2019
    10. idem, p. 27
    11. Libby, Douglas Cole e Furtado, Júnia Ferreira. Trabalho livre, trabalho escravo: Brasil e Europa, séculos XVIII e XIX. págs. 321-322. Annablume, 2006 – ISBN 8574196274, 9788574196275
    12. Risério, Antonio. A Utopia Brasileira e os Movimentos Negros. [S.l.]: Editora 34 data = 2007. p. 406. ISBN 8573263857, 9788573263855
    13. Berger, Marc (2007). O Quilombo – Forma de Resistência Histórica dos Escravos. [S.l.]: GRIN Verlag. p. 11. ISBN 3638943577, 9783638943574
    14. Martins, José de Souza, professor titular de Sociologia da Faculdade de Filosofia da Universidade de São Paulo, O Estado de S. Paulo, 19 de novembro de 2006. Citado em Mendonça, Armando. ‘Vi Li Ouvi VI, p. 71. Thesaurus Editora, 2008. ISBN 8570627610, 9788570627612.
    15. «Escravidão nos Quilombos – História do Brasil». InfoEscola. Consultado em 20 de novembro de 2019
    16. «Folha Online – Brasil 500». www1.folha.uol.com.br. Consultado em 20 de novembro de 2019
    17. a b Landmann, Jorge. Tróia Negra. Mandarim, 1998 – ISBN 8535400931, 9788535400939
    18. Cornwell, Bernard. O Último Reino. Record, 2006 – ISBN 8501073520, 9788501073525
    19. Zumbi dos Palmares, O Guerreiro da Liberdade Arquivado em 6 de julho de 2011, no Wayback Machine.. Grandes Personagens da História do Brasil. Museu da Cruzada.
    20. “Da invisibilidade à afirmação” Arquivado em 27 de maio de 2011, no Wayback Machine.. Número 27, janeiro/março de 2000. Revista do Legislativo.
    21. «Consciência Negra é feriado em apenas 15% dos municípios brasileiros». Isto É. Consultado em 20 de novembro de 2019
    22. [1] Lei 12.519, de 10 de novembro de 2011
    23. “Normas para o Ano Cristão”. Igreja Episcopal Anglicana do Brasil. 27 de novembro 2014. Disponível em: [2] Arquivado em 3 de março de 2016, no Wayback Machine.. Página visitada em 20 de julho de 2015.
    24. Aqualtune Arquivado em 1 de abril de 2010, no Wayback Machine., Semana da Consciência Negra
    25. Reginaldo de Souza Santos, Damas Negras Arquivado em 20 de maio de 2010, no Wayback Machine., citado no site Geledés Instituto da Mulher Negra
    26. Décio Freitas, Palmares – A Guerra dos Escravos, Edições Graal, 1982

FERIADOS e EVENTOS CÍCLICOS

 Brasil

Internacional

  • Dia Universal da Criança – Criado por resolução das Nações com iniciativa da UNICEF.

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